quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Muito além de Tintim


A editora Globo Livros Graphics lança em novembro, no Brasil, o álbum em quadrinhos "As Diabruras de Quick e Flupke - vol. 1" (Les Exploits de Quick et Flupke - vol. 1), de Hergé. Criadas pelo pai de Tintim em 1930, as peripécias dos pequenos garotos de Bruxelas já foram publicadas em português como "Aventuras e Desventuras de Quim e Filipe", mas nunca por uma editora brasileira.
A edição nacional marca os 30 anos da morte de Hergé, e o segundo número está previsto para 2014. Com formato um pouco menor que os álbuns de Tintim lançados pela Cia das Letras (aliás, é uma surpresa a editora não ter publicado o título), 21 x 28 cm, o volume de 184 páginas é vendido por R$ 39,90.


:: Um pouco de história

Quick et Flupke fizeram sua estreia em 20 de janeiro de 1930 no mesmo jornalzinho que apresentou Tintim, o Le Petit Vingtième. Os personagens-título são dois travessos meninos de Bruxelas que vivem se envolvendo em situações engraçadas, criando invenções inusitadas e enlouquecendo os adultos - principalmente o Agente 15, um policial à lá dupond e Dupont que vive implicando com eles. Suas historinhas não passam de duas páginas, às vezes sem falas, mas sempre com gags relacionadas ao cotidiano dos moleques.
Ao longo de uma década, foram mais de 300 histórias publicadas. A primeira compilação das tiras de Quick e Flupke foi publicada originalmente em 5 livros entre 1930 e 1941, em preto e branco. Só mais tarde, com o fim da Segunda Guerra Mundial, as tirinhas foram coloridas e republicadas em 11 volumes, entre 1949 e 1969, tornando-se populares em outros países de língua francesa, além da Bélgica. Entre 1975 e 1982 foi editada uma nova coleção com as mesmas histórias, agora em seis volumes, com o título "Les Exploits de Quick et Flupke". Após a morte de Hergé, a série foi republicada pela Casterman em 12 volumes entre 1985 e 1991, fora da ordem cronológica e incluindo tiras não desenhadas pelo artista. Em Portugal, a Editorial Verbo publicou "Aventuras e Desventuras de Quim e Filipe" em 12 volumes.
:: Curiosidades:

:: Os nomes Quick e Flupke são o diminutivo dos nomes Patrick e Phillipe, respectivamente, no dialeto belga brabant.

:: Diz a lenda que, voltando ao trabalho depois de tirar férias, Hergé foi surpreendido por uma "pegadinha" dos colegas de redação, que, sem avisar, haviam anunciado publicamente que ele lançaria uma inédita série de quadrinhos. Com poucos dias para dar conta do recado, Hergé mesclou reminiscências infantis com influências do cinema e dos cartuns norte-americanos para dar vida a dois garotos às voltas com confusões nas ruas da Bruxelas dos anos 1930. Limitado ao espaço de duas páginas por semana, Hergé desenvolveu a partir dali narrativas cômicas que, além do primor da concisão, apresentam a atmosfera ternamente poética do universo das crianças.

:: A série já virou desenho animado nos anos  1980, e manteve o mesmo estilo rápido e nonsense dos quadrinhos. (http://www.tintimportintim.com/)



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Família tenta salvar legado do criador de ‘Jerônimo’

RIO - Autor da lendária radionovela dos anos 50 e 60 Jerônimo, O Herói do Sertão, Moysés Weltman (1932-1985) – radialista, novelista, roteirista, quadrinista – deixou um rico acervo, organizado por décadas por sua mulher e agora defendido por seus três filhos. Eles buscam patrocínio para recuperar fitas de áudio e vídeo, quadrinhos e material impresso, em sua maior parte sob a guarda do Arquivo Nacional, no Rio, e digitalizar o material, para poder exibi-lo integral e gratuitamente na internet.

A família acredita que uma declaração dada pela presidente Dilma Rousseff no início do mês, na cerimônia de assinatura de decreto de adaptação das rádios AM para FM, possa ajudá-la na empreitada. "Eu lembro que no período das 18 horas, em Belo Horizonte, a gente escutava na Rádio Nacional Jerônimo, O Herói do Sertão. Era interessante, um herói local, coisa rara no Brasil", disse Dilma na ocasião.

As aventuras do paladino da justiça pelos interiores de um País ainda muito rural, um homem misterioso que lutava contra poderosos coronéis em defesa dos oprimidos, sempre na companhia de seu ajudante Moleque Saci e de sua eterna noiva Aninha, foram ao ar na Rádio Nacional de 1953 a 1967. Era sucesso absoluto não só entre as crianças e adolescentes, mas também entre o público adulto.




 

A narração era de Mário Lago e a transmissão era de segunda a sexta, pontualmente às 18h35. O valente Jerônimo tinha a voz do ator Milton Rangel, dublador de astros de Hollywood como Henry Fonda, Gregory Peck e Gene Kelly, e eletrizava a audiência montado em seu cavalo Príncipe.

Da radionovela, que teve 3.276 capítulos e foi influenciada pelos westerns norte-americanos, surgiram, três anos depois, os quadrinhos, também escritos por Weltman e com desenhos de Edmundo Rodrigues. Foram feitas também duas versões para a TV: uma em 1972, produzida pela TV Tupi, e outra em 1984, do SBT.

Se hoje o justiceiro está aposentado, suas peripécias vivem na memória de quem era jovem nas décadas de 50 e 60. Na internet, gibis do herói, que foram produzidos por dez anos, são vendidos como raridades.

O projeto de restauração e digitalização do acervo Moysés Weltman já foi aprovado na Lei Rouanet no valor de R$ 729.700. Inclui a telecinagem (passagem para a mídia digital) de novelas, programas de rádio, seriados e 31 filmes, curtas e longas-metragens em acetato de 16mm e 35mm.

Está prevista ainda a recuperação de scripts, revistas, fotonovelas, letras de músicas infantis, livros, fotos e documentos. São 924 fitas magnéticas no Arquivo Nacional, 218 de roteiros. Tudo isso foi amealhado por toda a vida pela mulher de Weltman na produtora dele.

"Alguns filmes estão começando a avinagrar e parte das fitas está com fungos. É um acervo muito importante para a história da comunicação no Brasil, do rádio, da TV, do mercado editorial, que já tem o selo do Conselho Nacional de Arquivos como um acervo de interesse público. Nossa expectativa é chamar a atenção de quem se lembra do Jerônimo, que foi o primeiro grande herói brasileiro", diz o filho Fernando Lattman-Weltman.

"Os textos poderão ser reencenados ou adaptados para o teatro, por exemplo. A Dilma falar do Jerônimo foi uma surpresa, mas isso é muito comum. Quem era criança nos anos 50 e 60 ouvia com a família na sala, como hoje se vê TV."

Weltman é autor de duas novelas dos primórdios da TV Globo, Rosinha do Sobrado (a primeira novela das 19 horas, exibida em 1965, ano da fundação da emissora) e Padre Tião (de 1966) Fez também outras novelas de rádio e um seriado em 13 episódios sobre momentos importantes da história do Brasil.

Além do que está no Arquivo Nacional, há material na Cinemateca Brasileira, na TV Globo e na TV Cultura. Os filhos querem reunir tudo e criar um site sobre Moysés Weltman com todo o acervo catalogado, biografia, imagens e depoimentos sobre ele.

Pioneiro do rádio, da TV e dos quadrinhos, Weltman teve uma carreira de 40 anos iniciada na Rádio Nacional. Depois passaria pela Mayrink Veiga, Tupi e Clube do Brasil. Chegou à TV pela Tupi, Canal 6, Canal 13, Continental e participou da fundação de três emissoras: Globo, TVS e Manchete.

Ele colaborou com programas de grande audiência, como o Grande Teatro e o Teatrinho Troll, na Tupi. Primeira produção dramatúrgica da Globo, a minissérie Rua da Matriz, da qual era um dos autores, foi ao ar em seu primeiro dia de transmissão, 26 de abril de 1965.

Roberta Pennafort - O Estado de S. Paulo 23 de novembro de 2013 | 19h 23


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Novos leitores para as histórias em quadrinhos




* Edson Rontani Júnior

Buscar novos leitores para as histórias em quadrinhos é um desafio perseguido não apenas no Brasil. Foi-se o tempo de ir à banca de revista para escolher uma publicação ou outra, do mesmo jeito que hoje dedicamos minutos de nossas vidas em lojas de CDs ou DVDs. Confesso que sou do tempo em que ir à banca de jornais e revistas era um relax, no qual minha vista se inflava com as capas de revistas da EBAL, RGE, Abril, Vecchi e tantas outras desconhecidas da geração atual.
Nosso país foi muito frutífero no lançamento de revistas em quadrinhos, os populares gibis. Em alguns anos, os títulos lançados no mercado chegavam a superar em impressão até mesmo os mais importantes livros considerados best-sellers.



Comemorar, então, o Dia Nacional dos Quadrinhos, lembrado neste 30 de janeiro, seria um indelicado eufemismo. A batalha agora envolve em manter os leitores de mangás consumindo o produto impresso, ou seja, a bendita revista de história em quadrinhos. Os jornais já enfrentam esse desafio desde o início da década. O mundo digital levou a leitura feita através de impressão física fadada ao passado. Luluzinha e Mônica são anacronismos que agradam pessoas como eu. Aí o mercado aparece com Luluzinha Teen e Mônica Jovem.
O Dia dos Quadrinhos é uma data genuinamente brasileira. Foi neste dia, em 1869, que Ângelo Agostini, publicou na “Vida Fluminense” a primeira história em quadrinhos que se tem registro no país. As aventuras de Nhô Quim satirizava o império português, em especial com concordar com a manutenção do escravagismo. 


Se hoje a data merece lembrança, ela ocorre também pela dedicação de gente como Roberto Marinho, Aldofo Aizen e Roberto Civita, editores das mais importantes revistas já lançadas no país. “O Globo Juvenil”, “O Lobinho”, “O Guri”, entre tantos outras foram publicações de suas editoras, Globo, EBAL (Editora Brasil América Ltdª.) e Abril. Não passavam de “enlatados”, ou seja, reprodução de tiras ou histórias que fizeram sucesso nos Estados Unidos no período pré e durante Segunda Guerra Mundial. Seus expoentes eram Batman, O Homem Borracha, Namor O Príncipe Submarino, Spirit, Superman e muitos outros. As crianças babavam com as capas feitas. Infelizmente, boa parte das revistas tinha seus miolos impressos em papel jornal, fácil de rasgar, o que as tornou raras, encontradas apenas nas mãos de poucos colecionadores. As revistas em quadrinhos surgiram, no final dos anos 1930, após o sucesso dos suplementos de jornais com tiras.
Muitos outros contribuíram para o mercado editorial, como as famílias La Selva nos anos 50 e depois as editoras Bloch e Vecchi. As únicas que se mantêm na ativa, dentre aquelas que viveram os anos dourados, são a Editora Abril e a Editora Globo (que assumiu as publicações da  RGE – Rio Gráfica Editora – e O Cruzeiro). 



Em compensação, o mercado editorial das HQs nos brindou com expoentes de alto nível. Dentre estes estão Gedeone Malagola, Jaime Cortez, Nico Rosso, Lyrio Aragão e, claro, Maurício de Sousa, o mais ativo quadrinistra na atualidade.
Gonçalo Júnior, no espetacular livro “A Guerra dos Gibis”, conta tudo isso e muito mais, revelando bastidores da rivalidade entre Roberto Marinho e Adolfo Aizen, que começaram juntos nos anos 1930. Aizen, aliás, é considerado o pai das histórias em quadrinhos no país. Foi ele quem trouxe ao Brasil as primeiras histórias dos estúdios Disney, adquiridas depois pela Editora Abril. Sua editora, a EBAL, tinha primazia pela qualidade das publicações. A tradução e o uso da tipografia nos balões surtiam um belo efeito artesanal, hoje substituído pelos computadores.
Visualizar o futuro das HQs é confundi-las com charges ou caricaturas. São diferentes dos cartoons. A garantia de que irão existir é concreta, sejam vistas digitalmente ou impressas. O certo é que passado histórico o país possui graças às desbravadores como Agostini, Aizen e Marinho. Difícil é olhar no horizonte e não visualizar sequer um expoente que segure a onda como esses pioneiros. Bom dia dos quadrinhos !
* o autor é jornalista e pós-graduado em jornalismo contemporâneo (erj@merconet.com.br)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O homem por trás da teia dos heróis


Jotabê Medeiros, de O Estado de S.Paulo

Stan Lee está para a cultura pop da nossa época tal como Hieronymus Bosch para o imaginário religioso do século 16. Lee é o criador do Homem-Aranha, Hulk, Capitão América, Thor, X-Men, Quarteto Fantástico e Homem de Ferro, titãs modernos que povoaram a indústria cultural popular a partir dos anos 1960 no mundo todo - de certa forma, substituindo simbolicamente alguns colossos clássicos como Hércules, Medusa, Hidra, Minotauro.

“Você mudou a minha vida e a de milhões de pessoas”, declarou a Stan Lee o baixista e vocalista da banda Kiss, Gene Simmons, durante uma convenção de que ambos participavam, em janeiro do ano passado, no Sundance Festival. A opinião de Simmons já tinha sido compartilhada, em discursos no Carnegie Hall de Nova York, em 1972, por dois insuspeitos fãs do artista: o cineasta francês Alain Resnais e o jornalista Tom Wolfe. Mas Lee nunca foi uma unanimidade: seu mais brilhante parceiro, Jack Kirby (1917-1994), criou um personagem para retratá-lo como “um sujeito exibicionista e mau caráter, sempre enrolando alguém”.

No último dia 28, esse notável criador, admirado visionário e controverso personagem completou 90 anos. A data mereceria destaque, mas foi pouco abordada: o lançamento mais recente ficou, aqui nos trópicos, a cargo do expert brasileiro Roberto Guedes, que não titubeou e lançou um pequeno volume biográfico sobre o artista, Stan Lee, o Reinventor dos Super-Heróis. É um livro modesto, embora ilustrado com critério e com uma pesquisa minuciosa, reproduzindo dezenas de capas de gibis e fotos.

Trata-se de uma biografia escrita sem nenhuma interferência do autor, pelo contrário. “Não é uma biografia autorizada, mas Stan me concedeu duas entrevistas num passado recente, que usei como base para a obra: em 2007, para a revista Wizmania (Panini Editora) e, em 2008, para o meu livro A Era de Bronze dos Super-Heróis (Editora HQM). Ao longo dos anos, também entrevistei outros ex-profissionais da Marvel, como Marv Wolfman, Roy Thomas e Tom DeFalco, cujos depoimentos também deram mais embasamento ao livro”, explicou o autor.


“Especificamente para a biografia, entrevistei dois ex-colaboradores de Stan: os roteiristas Steve Englehart e Gerry Conway, que também atuou como editor-chefe da Marvel. Isso tudo, além da extensa pesquisa a que me dediquei, está transcrito nas páginas da bibliografia.”

Segundo Guedes, o foco foi “tanto no fã de histórias em quadrinhos quanto o leitor ‘normal’, aquele que gosta de ler biografias de pessoas famosas. Por isso evitei termos e expressões que só teriam sentido para os estudiosos e catedráticos. A narrativa é despojada e mostra muito da vida particular de Stan Lee, ou seja, o homem por trás do mito”. Um mito, como o dos personagens, mantido à custa de truques e perucas, conta o autor.

Não são poucas as biografias que existem nos Estados Unidos explorando a trajetória de Stan Lee nos quadrinhos. Muitas delas se detêm nos aspectos mais controversos de sua trajetória de self-made man, como o fato de que não teria sido tão correto em sua relação com muitos colaboradores próximos. Guedes não evita esses pontos, mas deixa clara sua admiração pelo personagem.

Nascido Stanley Martin Lieber em Nova York, em 1922, filho de imigrantes judeus romenos, Lee foi leitor de Poe e Dickens na infância. Seus heróis desafiam o tempo, a ciência, a verossimilhança, o politicamente correto. “Não acho que (desenhar heróis) seja mais perigoso do que ler contos de fada, poesia ou mesmo a Bíblia”, afirmou o artista, que conheceu os nossos Mauricio de Sousa, Álvaro de Moya e Jayme Cortez.

Em 1992, um gibi da sua turma mutantes X-Men vendeu 8 milhões de exemplares. Sempre teve ácida capacidade crítica. Tratou do tema das drogas de forma pioneira, sob encomenda do governo americano. Inspirado no milionário Howard Hughes, ele criou o milionário Tony Stark, alter ego do Homem de Ferro.

Seu fascínio pelos heróis continua forte, assim como seu tino comercial. De olho nos novos mercados dos Brics, Stan Lee lançou em 2011, na Índia, um herói local, Chakra, o Invencível, um adolescente gênio da tecnologia que vive na cidade de Mumbai. Chakra desenvolve um traje especial que ativa os centros de energia místicos (os chacras), e que lhe dá superpoderes. Também se associou a Ringo Starr, dos Beatles, para criar um personagem.

Os primeiros três filmes do Homem-Aranha renderam US$ 2,5 bilhões em todo o globo. Stan Lee ganhou muito dinheiro com isso, tanto amigavelmente quanto na Justiça, já que acionou sua ex-companhia (é presidente de honra da Marvel) para receber royalties. Isso não o afastou das produções, entretanto. São famosas suas participações incidentais, como um Hitchcock dos gibis, nos filmes. No segundo filme, ele surge como um sujeito de bigode e capa que salva uma criança de ser morta por um tijolo, enquanto o Homem-Aranha e Octopus duelam no alto dos prédios. No mais recente, o duelo entre o Lagarto e o Aranha na escola não chega a perturbar o bibliotecário, que nem se liga na destruição. De novo, era Stan Lee.

“Bem, ele está com 90 anos, acabou de passar por uma cirurgia e continua na ativa. Faz suas participações no cinema e TV, cuida da parte criativa de sua empresa multimídia e ainda escreve as tiras de jornal do Aranha. É mais do que muita gente com a metade de sua idade almeja realizar um dia”, diz Roberto Guedes, sobre a permanência do mito de Stan Lee. “Particularmente, eu considero Stan Lee uma instituição viva, uma espécie de Rolling Stones das HQs. Ninguém espera que ele crie mais nada revolucionário, pois já fez tudo que era realmente necessário fazer. Os fãs apenas o querem por perto, ali, nos holofotes, brilhando.”

domingo, 13 de janeiro de 2013

REVISTAS EM QUADRINHOS NO BRASIL, PUBLICADAS ATÉ 1965

 
Pesquisa feita por Edson Rontani em "Ficção", número 1, 12 de outubro de 1965, primeiro fazine brasileiro sobre histórias em quadrinhos

“O TICO TICO”, embora não fosse uma revista totalmente composta de histórias em quadrinhos, foi uma publicação infantil que desafiou o tempo. Circulo durante meio século. Ensinou e divertiu muitas gerações. Antes de 1934, isto é, antes do lançamento do “Suplemento Juvenil” (de Adolfo Aizen), apareceram três revistas do tipo “O Tico Tico”, que eram: “O Tatuzinho”, “O Juquinha” e “O Cômico Infantil”, mas não tiveram longa duração. “O Suplemento Infantil” foi a primeira revista feita exclusivamente de historietas em quadrinhos, a arte do nosso século.
Abaixo estampamos os nomes das revistas em quadrinhos lançadas no Brasil até 1965, com os anos de lançamento e interrupção, respectivamente.
Se por alguma falha deixamos de constar o nome de alguma revista, solicitamos aos colecionadores que informem-nos.

1905
O TICO TICO – S. A. “O Malho” (1905 – 1961)
O TATUZINHO
O JUQUINHA
O COMICO INFANTIL

1934
SUPLEMENTO JUVENIL – “A Nação” (1934-1945)

1935
A GAZETINHA – “A Gazeta” (1935-1939)

1936
GIBI – “O Globo” (1936-1950)

1937
O GLOBO JUVENIL – “O Globo” (1937-1950)
EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA DO CORREIO UNIVERSAL (1937-1938)

1938
O LOBINHO – Grande consórcio de Suplementos Nacionais (1938-1954) MIRIM – Grande Consórcio de Suplementos Nacionais (1938-1945)

1939
SUPLEMENTO JUVENIL MENSAL - Grande Consórcio de Suplementos Nacionais (1939-1942)
MIRIM MENSAL - Grande Consórcio de Suplementos Nacionais (1939-1942) EDIÇÃO MAJESTOSA – “A Gazeta” (1939-1940)

1940
GURI – S.A. Diário da Noite (1940-1962)
GLOBO JUVENIL MENSAL – “O Globo” (1940-1963) ERA UMA VEZ... – Gráfica Queiroz Breiner (1940-1954)
MIRIM SEXTAFERINO - Grande Consórcio de Suplementos Nacionais (1940-1942)

1941
O JORNALZINHO – Pia Sociedade São Paulo (1942) ESTRELA – Maria Isabel P. C. MacDowel (1942-1951)

1945
MIRIM DOMENICAL – Empresa “A Noite” (1945-1945)

1946
O PERIQUITO – Edições Jóias de Família (1946-1949)

1947
O HEROI – Editora Brasil-América Ltda. (1947-1964) SUPERMAN – Editora Brasil-América Ltda. (1947)
VIDA INFANTIL – Soc. Gráfica Vida Doméstica (1947-1959)

1948
BIRIBA – “O Globo” (1948-1949)
A GAZETA JUVENIL – “A Gazeta” (1948-1950) EDIÇÃO MARAVILHOSA – Editora Brasil América Ltda. – (1948-1960)
SESINHO – Serviço Social da Indústria (1948-1961)

1949
SHAZAM – “O Globo” (1949-1955)
AÍ, MOCINHO! – Editora Brasil América Ltda. (1949-)
AVENTURAS – Editora Bom Humor (1949-1950)
ÁLBUM GIGANTE – Editora Brasil América Ltda. (1949-)
BIRIBA MENSAL – “O Globo” (1949-1959)
MINDINHO – Editora Brasil América Ltda. ( 1949-)
ROMANCE ILUSTRADO – “O Globo” (1949-1950)
VIDA JUVENIL – Sociedade Gráfica Doméstica Ltda. (1949-1950)

1950
COMICO COLEGIAL – Auro Teixeira (1950-)
O GAROTO - Editora Lítero Técnica Ltda. (1950-1951)
NOVO GIBI – “O Globo” (1950-1954)
NOVO GLOBO JUVENIL – “O Globo” (1950-1954)
QUEM FOI? – Editora Brasil América Ltda. (1950-)
SUPERXIS – Editora Brasil América Ltda. (1950-)
O TERROR NEGRO – V. A La Selva (1950-)
XUXÁ – Casa Editora Vecchi (1950-1958)
PEQUENO XERIFE – Casa Editora Vecchi (1950-1958)
JUNIOR – “O Globo” (1950-1958)
PATO DONALD – Editora Abril Ltda. (1950-)
VIDA JUVENIL AZUL – Sociedade Gráfica Vida Doméstica Ltda. (1950-1951)
VIDA JUVENIL ROSA – Sociedade Gráfica Vida Doméstica Ltda. (1950-1951)
RAIO VERMELHO – Editora Abril (1950-1953)

1951
BAMBA – S A Editora Tribuna da Imprensa (1951-1952)
CAPITÃO Z – Editora Brasil América Ltda. (1951-1961)
CINEMIM – Editora Brasil América Ltda. (1951-)
CAPITÃO ATLAS – Domingos M A Ayrosa Barreto (1951-1953)
TARZAN – Editora Brasil América Ltda (1951-)
ROBINSON – “O Globo” (1951-1953)

1952
CIRANDINHA – “S.A O Malho” (1952-1957)
CAPITÃO WINGS – Ciência Ilustrada (1952-1953)
CAVALEIRO NEGRO – Rio Gráfica e Editora Ltda (1952-)
EPOPEIA – Editora Brasil América Ltda. (1952-1954)
GENE AUTRY – Editora Brasil América Ltda. (1952-1963)
SUPLEMENTO DO GURI – Empresa Gráfica “O Cruzeiro” (1952-1952)
PROFESSOR PINGUIM – Ciência Ilustrada (1952-1953)
PAPAI NOEL – Editora Brasil América Ltda. (1952-)
ROY ROGERS - Editora Brasil América Ltda. (1952-1963)

1953
ALIANÇA JUVENIL – Empresa Jornalística Aliança Ltda. (1953-1955)
AGENTE SECRETO - Empresa Jornalística Aliança Ltda. (1953-1955)
AVENTURAS NO FAR-WEST – Ciência Ilustrada (1953-1953)
BATMAN - Editora Brasil América Ltda. (1953-)
CIÊNCIA EM QUADRINHOS - Editora Brasil América Ltda. (1953-1958)
CONGO-KING – Ciência Ilustrada – (1953-1953)
CALUNGA – Orbis Publicações (1953-1954)
DISCO VOADOR - Orbis Publicações (1953-1954)
FLEXA LIGIEIRA MAGAZINE – Rio Gráfica Editora Ltda. (1953-)
FRAJOLA - Orbis Publicações (1953-1954)
FALCÃO NEGRO, O filho de Jim West – Editora Ciência Ilustrada (1953-1953)
FANTASMA MAGAZINE – Rio Gráfica e Editora Ltda. (1953-)
JUPITER – Cia Gráfica Novo Mundo (1953-1954)
JUSTICEIROS - Orbis Publicações (1953-1954)
JUJUBA – Rio Gráfica e Editora (1953-1961)
MUNDO JUVENIL – Empresa Jornalística Aliança (1953-1954)
MARVEL MAGAZINE – Rio Gráfica e Editora Ltda. (1953-1963)
MANDRAKE MAGAZINE – Rio Gráfica e Editora Ltda. (1953-)
NAMBI – Editora Ciência Ilustrada (1953-1953)
PIRULITO – Orbis Publicações (1953-1954)
POLICIA MONTADA – Orbis Publicações (1953-1955)
POSSANTE – Editora Brasil América Ltda. (1953-1961)
POPEYE - Editora Brasil América Ltda. (1953-1961)
PINDUCA - Editora Brasil América Ltda. (1953-1961)
PIM PIM – Orbis Publicações (1953-1954)
ROCKY LANE – Rio Gráfica e Editora Ltda. (1953-)
RANCHO GRANDE – Orbis Publicações (1953-1955)
REIS DO FAROESTE - Editora Brasil América Ltda. (1953-)
SEXTA FEIRA 13 – Orbis Publicações (1953-1954)
SELEÇÕES DE AVENTURAS INTERPLANETÁRIAS – Empresa Jornalística Aliança (1953-1954)
S.O S. – Orbis Publicações (1953-1955)
SÉRIE SAGRADA - Editora Brasil América Ltda. (1953-1959)
MISTERIX – Editora Abril Ltda. (1953-1953)
MICKEY – Editora Abril Ltda. (1953-)

1954
BATUTA – Orbis Publicações (1954-1954)
CARA PÁLIDA - Orbis Publicações (1954-1955)
CISCO KIDS – Orbis Publicações (1954-1954)
CONTOS DE TERROR – Editora La Selva (1954-)
GATO FÉLIX – Editora La Selva (1954-)
MARRUÁ - Orbis Publicações (1954-1954)
PETIZ - Orbis Publicações (1954-1954)
OS PEQUENOS SABICHÕES – Empresa Jornalística Aliança (1954-1954)
PINGUINHO – S.A “O Malho” (1954-1957)
PELE VERMELHA - Orbis Publicações (1954-1954)
PEQUENINA – Editora Brasil América (1954-1964)
SOBRENATURAL – Editora La Selva (1954-)
SELEÇÕES JUVENIS – Editora La Selva (1954-1956)
ZORRO – Editora Brasil América (1954-)
AVENTURAS HERÓICAS – Editora La Selva (1954-1956)
PECOS BILL – Casa Editora Vecchi (1954-1958)

1955
AGUIA NEGRA MAGAZINE – Rio Gráfica Editora (1955-)
BUFFALLO BILL MAGAZINE - Rio Gráfica Editora (1955-)
BILL KID – Editora La Selva (1955-)
CAPITÃO MARVEL MAGAZINE - Rio Gráfica Editora (1955-)
COWBOY ROMÂNTICO – Editora Brasil América (1955-)
DON CHICOTE - Rio Gráfica Editora (1955-)
FUZARCA E TORRESMO – Editora La Selva (1955-1959)
LULUZINHA – Empresa Gráfica “O Cruzeiro” (1955-)
NICK HOLMES MAGAZINE - Rio Gráfica Editora (1955-)
SANTO MAGAZINE - Rio Gráfica Editora (1955-1958)
TIQUINHO – S.A “O Malho” (1950-1955)

1956
ARRELIA E PIMENTINHA – Editora La Selva (1956-1959) BRONCO PILLER MAGAZINE – Rio Gráfica Editora Ltda. (1956-1958) COWBOY VALENTE – Tecnoprint Gráfica S/A (1956-1956) OS CRIMINOSOS MARCAM OS SEUS DESTINOS - Tecnoprint Gráfica S/A (1956-1957) CONTOS DE FADAS – Editora La Selva (1956-) CAMPEÕES DO OESTE MAGAZINE – Rio Gráfica e Editora Ltda. (1956-) DICK TRACY MAGAZINE – Rio Gráfica e Editora Ltda. (1956-1958) ENCICLOPEDIA EM QUADRINHOS – Rio Gráfica e Editora Ltda. (1956-1957) FLASH GORDOM MAGAZINE – Rio Gráfica e Editora (1956-) GUERRA AO CRIME – Tecnoprint Gráfica (1956-1957) LASSIE – Editora Brasil América Ltda. (1956-1963) MISTERINHO – Editora Brasil América Ltda. (1956-1964) PRINCEZINHA - Editora Brasil América Ltda. (1956-) ROBIN HOOD – Rio Gráfica e Editora Ltda. (1956-) ROMANCE EM QUADRINHOS - Rio Gráfica e Editora Ltda. (1956-1958) REVISTA ILUSTRADA – Editora Legislação Federal (1956-1957) RIN-TIN-TIN – Editora Brasil América Ltda. (1956-1963) SUPER MOUSE – Editora La Selva (1956-1961) SCOTLAND YARD MAGAZINE - Rio Gráfica e Editora Ltda. (1956-1958)

1957
BOLINHA – Empresa Gráfica “O Cruzeiro” S/A (1957-) CAPITÃO FANTASMA – Tecnoprint Gráfica (1957-1958) COLEÇÃO DE AVENTURAS – Estúdio Gráfico Garimar (1957-1959) COWBOY – Cia. Gráfica Novo Mundo (1957-1958) GATILHO – Editora La Selva (1957-) GATO PRETO – Cia. Gráfica Novo Mundo (1957-) INVICTUS – Editora Brasil América (1957-) JUJU FAÍSCA - Cia. Gráfica Novo Mundo (1957-1959) JERONIMO MAGAZINE – Rio Gráfica e Editora (1957-) LILI - Cia. Gráfica Novo Mundo (1957-) MAZZAROPI – Editora La Selva ( 1957-1958) MEDO – Editora Continental (1957-1960) NOITES DE TERROR - Cia. Gráfica Novo Mundo (1957-1963) NEVADA – Editora Brasil América (1957-) OSCARITO E GRANDE OTELO – Editora La Selva (1957-1959) PATO DIZZY – Editora La Selva (1957-1960) SERVIÇO SECRETO – Editora Maya (1957-1958) SOBRINHOS DO CAPITÃO - Cia. Gráfica Novo Mundo (1957-) GRANDES FIGURAS – Editora Brasil América (1957-1960)


1958 BIOGRAFIAS EM QUADRINHOS – Editora Brasil América (1958-1960) CAREQUINHA E FRED – Editora La Selva (1958-1959) FILOMENA - Cia. Gráfica Novo Mundo (1958-1959) O FALCÃO NEGRO – Estúdio Gráfico Garimar (1958-1960) GATO MALUCO - Cia. Gráfica Novo Mundo (1958-1959) HORA ZERO – Estúdio Gráfico Garimar (1958-1958) HOMENS EM GUERRA – Editora Maya Ltda. (1958-1959) LITERATURA EM DESFILE – Estúdio Gráfico Garimar (1958-1958) RIO KID – Estúdio Gráfico Garimar (1958-1958) TEXAS KID MAGAZINE – Rio Gráfica e Editora Ltda. (1958)

1959
ANJINHO – Editora Brasil América (1959-) ANJO – Rio Gráfica e Editora Ltda (1959-) AVENTURA – Empresa Gráfica “O Cruzeiro” Ltda. (1959-1962) CLUBE DO TITIO – Garimar S/A (1959-1960) CHICO E CHICA – Revista do Rádio Editora (1959-1960) CAPITÃO 7 – Editora Continental (1959-) CAPITÃO ATLAS – Garimar S/A (1959-1960) GURILÂNDIA – Empresa Gráfica “O Cruzeiro” (1959-1962) MUNDO DE SOMBRAS - Cia. Gráfica Novo Mundo (1959-1963) PIMENTINHA – Empresa Gráfica “O Cruzeiro” (1959-) O REIZINHO – Rio Gráfica e Editora (1959-1963) ROBINSON DE WALT DISNEY – Rio Gráfica e Editora (1959-1960) UDI-UDI – Editora Brasil América (1959-) VARINHA MÁGICA – Editora La Selva (1959-)

1960
BIDU – Editora Continental (1960-1960) BRUCUTU MAGAZINE – Rio Gráfica e Editora Ltda (1960-) CONTOS DE TERROR – Editora Continental (1960-1963) CAPITÃO ESTRELA – Editora Continental (1960-1961) CACARECO – Editora Continental (1960-1961) CAVALEIRO FANTASMA – Rio Gráfica e Editora Ltda. (1960-) DON PIXOTE – Empresa Gráfica “O Cruzeiro” (1960-) O ESPIRITO – Editora La Selva (1960-1961) FANTASIA – Editora Continental (1960-) HISTÓRIAS DE TERROR – Editora La Selva (1960-) HISTÓRIAS MACABRAS – Editora Continental (1960-1963) JORNAL JUVENIL – Empresa Jornalística Guarany Ltda. (1960-) JET JACKSON – Editora Continental (1960-1962) KID COLT – Editora La Selva (1960-) KID MONTANA - Editora La Selva (1960-1962) PRÉ ESTRÉIA – Empresa Gráfica “O Globo” (1962-1963) PRINCÍPE VALENTE – Rio Gráfica e Editora (1960-1964) PIPOQUINHA - Editora La Selva (1960-1961) PERERÊ – Empresa Gráfica “O Cruzeiro” (1960-) PER-LIM-PIM-PIM – Editora Brasil América Ltda. (1960-1964) SELEÇÕES DE TERROR – Editora Continental (1960-) TAMPINHA - Editora La Selva (1960-1961) TITANUS – Titanus Publicidade (1960-1960) ZAZ-TRAZ – Editora Continental (1960-1961)

1961
ABBOTT E COSTELLO - Editora La Selva (1961-1961) CONQUISTADORES DO ESPAÇO – Cia Gráfica Novo Mundo (1961-1962) CHARLIE CHAN – Empresa Gráfica “O Cruzeiro” (1961-1962) CHEYENNE KID - Editora La Selva (1961-1962) EDIÇÃO MONUMENTAL – Editora Brasil América Ltda. (1961-1962) FERDINANDO MAGAZINE – Rio Gráfica e Editora (1961-1964) A FAMÍLIA ENCRENCADA – Editora Outubro Ltda. (1961-1962) HISTÓRIAS SINISTRAS – Editora Outubro Ltda. (1961-1963) HOMEM NO ESPAÇO – Empresa Gráfica “O Cruzeiro” (1961-1962) JUJU FAÍSCA - Editora La Selva (1961-1962) MARILU – Alberto Barrandon Guimarães (1961-1961) PERNALONGA – Editora Brasil América Ltda. (1961-) PINDUCA-POPEYE (DUPLEX) – Editora Brasil América (1961-1961) REINO ENCANTADO - Editora La Selva (1961-) RECRUTA ZERO – Rio Gráfica e Editora Ltda. (1961-) O VINGADOR – Editora Outubro (1961-)

1962
ABA LARGA – Cooperativa Editora de Trabalho de Porto Alegre Ltda. (1962-1962) BRASINHA – Empresa Gráfica “O Cruzeiro” (1962-) DOUTOR MACARRA - Empresa Gráfica “O Cruzeiro” (1962-1962) HERÓIS DA TV - Empresa Gráfica “O Cruzeiro” (1962-1962) JIM DAS SELVAS – Rio Gráfica e Editora Ltda. (1962-) JUVENIL MENSAL – Editora Brasil América Ltda. (1962-) MINHA REVISTINHA – Editora Brasil América (1962-) PAFUNCIO – Rio Gráfica e Editora (1962-) RIFLE – Editora La Selva (1962-) XERIFE MAGAZINE – Rio Gráfica e Editora Ltda. (1962-1963) ZEZÉ & CIA. – Rio Gráfica e Editora Ltda. (1962-)

1963
BANG BANG MAGAZINE – Rio Gráfica e Editora Ltda. (1963-1964) CLÁSSICOS DO FAROESTE – Editora Outubro (1963-1964) FANTÁSTICAS AVENTURAS – Editora Outubro (1963-1963) HISTÓRIAS INTERPLANETÁRIAS – Editora La Selva (1963-1963) NAVES DO ESPAÇO – Editora La Selva (1963-1964) PINGO DE GENTE - Empresa Gráfica “O Cruzeiro” (1963-1964) PEPE LEGAL - Empresa Gráfica “O Cruzeiro” (1963-) TARGO – Editora Outubro (1963-) VIGILANTE RODOVIÁRIO – Editora Outubro (1963-) XUXUQUINHA – Editora Brasil América Ltda. (1960-1963) ZÉ PETECA – Editora La Selva (1963-1964) TELE COLOR – Editorial Bugrera (1963-1963) JACK MARLIN – Rio Gráfica e Editora (1963-)

1964
CARAVANA – Editora Pan-juvenil (1964-1964) O CORVO – Editora Outubro Ltda. (1964-1964) COLORADO – Editora Outubro Ltda. (1964-) GUGU – Rio Gráfica e Editora (1964-) HISTÓRIAS DE COMBATE – Editora Outubro (1964-) HANS E FRITZ – Cia. Gráfica Novo Mundo (1964-) DR. KILDARE – Editora La Selva (1964-1964) MAGIA E TERROR – Editora Outubro (1964-) MENINADA – Editora Pan-juvenil (1964-1964) OS 3 PATETAS – Editora La Selva (1964-1964)

1965
ARIZONA KID – Rio Gráfica e Editora Ltda. (1965-) AGENTE SECRETO - Rio Gráfica e Editora Ltda. (1965-) BATMAN BI – Editora Brasil América (1965-) GIBI COLORIDO - Rio Gráfica e Editora Ltda. (1965-) O HOMEM MOSCA – Editora La Selva (1965-) JIM GORDON - Rio Gráfica e Editora Ltda. (1965-) JAGUAR – Editora La Selva (1965-) POSSANTE – Editora Brasil América (1965-) RIN-TIN-TIN – Editora Brasil América Ltda. (1965-) PISTOLEIRO FANTASMA – Editora Outubro (1965-) S.S. SERVIÇO SECRETO (James Bond) - Rio Gráfica e Editora Ltda. (1965-) STAR ALBUM – Editora Brasil América Ltda. (1965-) SUPERMAN BI – Editora Brasil América Ltda. (1965-) RANCHO FUNDO - Rio Gráfica e Editora Ltda. (1965-) CAPITÃO CESAR - Rio Gráfica e Editora Ltda. (1965-)

A revista de história em quadrinhos que mais circulou foi o GLOBO JUVENIL MENSAL (23 anos).

As 5 mais antigas que circulanam na epoca desta pesquisa em 1965, por Edson Rontani são: JORNALZINHO (1942), SUPERMAN (1947), AÍ, MOCINHO (1949), ÁLBUM GIGANTE (1949) e MINDINHO (1949).

SUPERMAN foi a segunda revista lançada pela Editora Brasil América e hoje lidera a posição das revistas mais antigas

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Valores das revistas

ESTATÍSTICA CURIOSA (de 1939 a 1965)

Por intermédio das revistas de histórias em quadrinhos, podemos ver a inflação e sua rápida sucessão. Pegamos a primeira revista de histórias completas, a mensal, e viemos até nossos dias. Assim é que, em 1939 uma revista custava Cr$ 1,00 e hoje essa mesma revista custa Cr$ 200,00. Isto quer dizer que em 26 anos as revistas passaram a custar duzentas vezes mais caras. Vejamos:


ANO
1939 a 1940
1940 a 1946
1947 a 1950
1951 a 1953
1954
1955
1956 a 1957
1958
1959
1960
1960
1961
1962
1962
1963
1964
1964
1964
1964
1965
Cr$
1,00
1,50
2,00
3,00
4,00
5,00
6,00
8,00
10,00
12,00
15,00
20,00
30,00
40,00
50,00
70,00
100,00
120,00
150,00
200,00


Colocamos as 2 frações finais (00), na importância em dinheiro, pelo motivo de haver centavos em 1940 a 1946.

Além disso tudo tem outra coisa: dos anos 1939 a 1947 as revistas de histórias em quadrinhos apresentavam 100 páginas. Hoje apenas 36 páginas. Uma revista naquele tempo equivalia a 3 de nossos dias. Hoje 1 almanaque de 100 págs custa Cr$ 500 ou mais. (Pesquisa feita em 1965, por Edson Rontani, e divulgada na edição 1 de outubro daquele ano, no FICÇÃO, primeiro fanzine nacional sobre quadrinhos)

domingo, 30 de dezembro de 2012

No Planeta Mongo !!!



Flash Gordon foi para um planeta distante, de nome Mongo, onde combateria o mal em pleno anos de 1930, claro que a história seria passada num futuro distante ... Mas essa foi a premissa de Alex Raymond ao criar um dos personagens mais clássicos das HQs. Confira o blog que leva este título ... http://planetamongo.wordpress.com/


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Você sabia que gibi ... é coisa de gente grande ?!?!


Era uma vez uma criança que gostava de ler histórias em quadrinhos e sonhava em sobreviver escrevendo e desenhando suas aventuras. Assim como este personagem fictício, existem centenas de pessoas Brasil afora com o mesmo sonho. E, pela primeira vez, desponta no horizonte uma possibilidade real de se desenvolver um mercado sólido de HQs no país.

A luta pela valorização das HQs não começou hoje. Desde os anos 50 algumas associações já defendiam a criação de políticas públicas para o segmento como contrapartida para a enxurrada de publicações estrangeiras. Em 2006 um deputado do Piauí apresentou o Projeto de Lei 6.581 que estabelecia mecanismos de incentivo para produção, publicação e distribuição de revistas em quadrinhos nacionais. Entre as diversas propostas, destacava-se a criação de programas específicos por parte de bancos e agências de fomento federais, como linhas de crédito para autores independentes e financiamento para abertura de pequenas editoras.

Gibi é coisa de gente grande ! E olhe que isso é plena verdade !!! Que o diga Kendi Sakamoto, autor do blog "Gibi Raro". Visite-o : http://www.gibiraro.com.br/curiosidades.asp

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O humor pacifista de Mordillo



O Estado de S. Paulo - 21/10/2012 - Ubiratan Brasil
Desenhista argentino festeja 80 anos com nova exposição e sua primeira animação de longa-metragem


Quando estava com apenas 5 anos, o argentino Guillermo Mordillo foi tomado por uma visão: ao assistir o clássico desenho Branca de Neve e os Sete Anões, de Walt Disney, descobriu que o mundo também podia ter cores mais belas e traços mais delicados. Foi o suficiente para decidir que carreira seguiria – hoje, aos 80 anos (completados em agosto), Mordillo é artista consagrado, autor de desenhos inconfundíveis e fôlego interminável, pois se prepara para realizar seu primeiro longa metragem. [...] A decisão de ser desenhista começou quando viu Branca de Neve no cinema? Sim, foi uma experiência inesquecível. Fiquei deslumbrado e comecei a desenhar. Logo comuniquei aos meus pais que seguiria aquela profissão. Era um moleque e eles não disseram nada. Acho que era algo tão fora de propósito que preferiram ficar em silêncio (risos). No início, eu só copiava o traço alheio e apenas depois de 13 anos é que sedimentei meu próprio estilo.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Lançamento do livro a História da Caricatura Brasileira


A obra História da Caricatura Brasileira, de autoria de Luciano Magno e editado por Lucio Muruci, examina a trajetória e a produção dos protagonistas da caricatura no Brasil desde o século XIX até a época contemporânea. Faz parte de uma coleção em vários volumes, que tem o objetivo de resgatar e revisar a história da caricatura brasileira, mapeando a nossa produção gráfica, dos primórdios até os dias de hoje, com registros e análises biográficas sobre a trajetória e a obra dos principais caricaturistas brasileiros. Revela artistas dessa área que não foram contemplados ou sequer citados nos estudos anteriores.

A História da Caricatura Brasileira refunda a caricatura no Brasil, estabelecendo novo marco inaugural e fundador dessa arte no país. Ao lado desse novo paradigma, esta obra também destaca a fundamental importância precursora de Manoel de Araújo Porto-Alegre, e revela novas produções de sua autoria e de inúmeros outros autores.
O surgimento da aventura da caricatura no Brasil, com a apresentação de centenas de maravilhosos artistas do século XIX, em noventa capítulos, 528 páginas, é o tema do primeiro volume dessa obra monumental que se apresenta agora ao público.

O projeto História da Caricatura Brasileira, patrocinado pela Petrobras e co-patrocinado pela Eletrobras e Suzano Papel, resgata mais de 300 célebres caricaturistas brasileiros, em vários volumes, constituindo a maior obra sobre a caricatura no Brasil, em grande formato e edição de luxo, sobre os nossos artistas desde o século XIX até o final do século XX.

O Lançamento Oficial do livro HISTÓRIA DA CARICATURA BRASILEIRA, com cobertura de Imprensa, está marcado para o dia 17 de Dezembro na Casa de Cultura Laura Alvim, Ipanema, RJ, as 19 horas. (das 19 as 22 horas)

e no Instituto Cervantes, na Avenida Paulista n. 2439 - Térreo, em São Paulo, no dia 18 de Dezembro de 2012, a partir das 18 horas (das 18 às 21:30 h).

O livro pode ser adquirido também pelo site www.historiadacaricatura.com.br, pelo e-mail do Editor da obra Lucio Muruci: lucio.muruci@ig.com.br, para aqueles sem tempo de prestigiar o lançamento.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A premiação dos quadrinhos brasileiros

 
A Associação dos Quadrinistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo – AQCESP  – promove a outorga do Troféu Angelo Agostini aos melhores quadrinistas brasileiros e publicações da área. Esta é uma das mais prestigiadas premiações dos quadrinhos no país, sobretudo por dirigir-se exclusivamente à produção nacional.

O Troféu Angelo Agostini é uma homenagem ao ítalo-brasileiro pioneiro dos quadrinhos, cujo personagem “Nhô-Quim” antecipou- se em décadas à explosão dos quadrinhos no jornalismo estadunidense, que criou a estrutura mercadológica para essa expressão cultural. Lançado no Rio de Janeiro em 1869, “Nhô-Quim” fazia a crítica ao absolutismo no Brasil em histórias que satirizavam a vida na corte.

A votação ao Troféu Angelo Agostini é aberta aos leitores, sendo que este ano deixa de ser em cédula impressa e passa a ser por formulário eletrônico, que se encontra em http://aqcsp.blogspot.com.br/p/loading.html.

Essa novidade abre o universo de votantes, já que o formulário pode ser difundido de forma massiva.

Leia mais clicando aqui.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Q.I.


QI edição 116 de julho/agosto de 2012.Publicação de Edgard Guimarães traz homenagem ao criador do fanzine brasileiro.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Treasury Comics e a EBAL


Site de Rob Kelly sobre o universo da DC Comics. Interessante é ver que, nas publicações ao longo do mundo, a EBAL merece um destaque.

Visite clicando neste link http://www.treasurycomics.com/gallery/galleryFOREIGNebal.htm

Adolfo Aizen e a EBAL


Quando fundou a Ebal, Adolfo Aizen já era um editor veterano. Aliás, mesmo o Grande Consórcio de Suplementos Nacionais, que editou o Suplemento Juvenil, já era seu segundo esforço empresarial. Ele já tinha tentado a sorte com uma outra pequena editora antes, sem sucesso.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Aimar Aguiar



   Aimar Aguiar nasceu em Salvador, BA, em 25 de novembro de 1946. Atuou como militar do Corpo de Bombeiros, aposentando-se no posto de Coronel. Trabalhou também como Professor de Educação Física, dando aulas de natação.

    Todos os fanzineiros do passado e presente deste imenso Brasil devem agradecer ao nosso pai, o super-herói dos fanzines, o falecido Edson Rontani. Este foi um dos motivos que me incentivou a fazer o “Nostalgia dos Quadrinhos”. Na época, anos 1960 e 1970, em vários estados, publicavam fanzines. Em São Paulo, o “Ficção” de Edson Rontani e “Vivendo os Quadrinhos” de Artur Antônio Rocha Ferreira. Em Minas Gerais, o “Boletim do Herói” de José Agenor S. Ferreira. Na Bahia, “Na Era dos Quadrinhos” de Gutemberg Cruz Andrade, “Focalizando os Quadrinhos” de Jorge Antônio Ramos e “De Olho nos Quadrinhos”. No Rio Grande do Sul, “Historieta” de Oscar Christiano Kern. Ninguém daquela época dedicava um fanzine inteiramente à nostalgia. Como eu colaborava com vários fanzines com material nostálgico, decidi elaborar o “Nostalgia dos Quadrinhos”, que foi um sucesso e até o presente momento (2002) é o mais antigo sendo publicado.